Blog criado para interações 1x1 que começaram em RP's. Aqui estarão os meus amorzinhos e meus melhores shipps com a MoMo ♥  
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I’d go back in time and change it, but I can’t || Romelia

dearshipp‌:

Amelia olhava para todos os lugares, menos para Robert. Não iria se permitir encara-lo e se deixar ter pena dele, quando ela era claramente a prejudicada ali. A tinha exposto daquela forma perante a tanta gente e pior, tinha lhe traído a confiança. 

Robert era talentoso e estava trabalhando como ator antes mesmo de se formar, então ele se tornar um ator de Hollywood não era espanto para ninguém. O cara era bom. E Amelia sempre o apoiou e incentivou, assim como ele fazia com ela. A vida dos dois como casal sempre tinha sido corrida e mesmo quando o filho dos dois nasceu, o ritmo não pôde diminuir. Bennett cresceu entre salas de aulas de Cálculo e estúdios de gravação. 

Mas tudo seguia bem. Continuavam a remar… até Robert pisar na bola.

“É isso mesmo. Não quero nada. A casa fica no nome do nosso filho. Sou perfeitamente capaz de me manter e Bennett já está adulto, na faculdade. Pode resolver com o pai o que ele quiser.” Falou de forma cansada daquele assunto. “Podemos acabar logo com isso e assinar os papeis já que o acordo está bom para todos?” Queria ir para casa e corrigir suas provas. Descontar toda sua raiva ali.

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Onde estava o papa para lhe dar uma benção naquele momento? Para dizer palavras sábias e lhe ajudar naquele momento. Melhor ainda, onde estava aquele velho para conversar com Amélia e falar sobre perdoar o próximo? De dar a outra face? Que o que Deus une o homem não separa. Ou qualquer coisa assim que a fizesse parar de levar aquele divórcio a diante. É claro que não conseguia dimensionar a dor de sua mulher, sentir-se traída e enganada após todos os anos que compartilharam juntos, mas ele se sentia ofendido por não ter tido nenhum voto de confiança. Maldito álcool e malditas jovens atrizes que fazem de tudo para subir na vida.

- Não seja absurda, Amélia. - Reclamou da mulher mesmo que isso pudesse piorar a sua imagem para ela. Ele tinha tanto dinheiro que já nem sabia mais onde colocar tudo aquilo. Era ridículo ela sair tão prejudicada assim daquele divórcio. A casa principal deles era em New Haven, onde moravam, mas também tinha outras como em Nova York, nos Hamptons. Eles costumavam ir lá quando o casal estava de férias. - Não vou sair daqui sem ter a certeza de que terá um teto para morar e um carro para te levar à faculdade.

Aquilo era pior do que teimosia, era burrice mesmo e para que? Apenas para mostrar um ponto? De que ela não precisava dele para nada em sua vida? Bem, ele estava vendo isso claramente, mesmo que a contragosto. Mas ela não podia deixar que seu orgulho lhe prejudicasse. - Concordo sobre o Bennett, mas agora o assunto é o que vai ficar com você e não com o nosso filho. Nós ainda não morremos e podemos fazer muito por ele. - Por mais que já tenha tido essa conversa em particular com o seu advogado e combinado o que ficaria com ele e o que ficaria com a loira, ela tinha aberto mão de tudo, não queria nada dele para não ter nenhuma recordação da vida que levaram juntos. 

- Vocês ficam com a casa, eu vou para um hotel e depois arrumo um lugar para mim. Só preciso de alguns dias para pegar minhas coisas depois que me estabelecer. E também vai ficar com uma boa quantia para você. Nem que você queime ou rasgue esse dinheiro depois, pelo menos vou saber que não deixei vocês sem nada. - E quem sabe a mulher pegasse esse dinheiro para fazer uma boa viagem, gastasse com coisas idiotas se isso lhe ajudasse a descontar a raiva. 

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it’s over now || selastian

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dearshipp‌:

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Aquelas malditas invasões precisavam parar. Sebastian era o único médico das redondezas e a quantidade de feridos era tão grande que começaram a chegar em sua casa. Por sorte havia herdade uma grande propriedade de família e com isso estava conseguindo abrigar a maioria dos feridos dos ataques no celeiro da propriedade, onde havia montado uma enfermaria provisória. 

Estava exausto pelas longas jornadas de trabalho, tinha uma filha de apenas dois anos para dar atenção e proteger e sua esposa estava grávida do próximo, algo que ela fazia questão de deixar bem claro que não estava contente em fazer. O que o fazia pensar em porquê ela tinha aceitado se casar com ele em primeiro momento, sabendo como Sebastian amava crianças e queria poder ter um monte delas correndo pela casa. 

Quando o vendedor de escravos o mandou chamar no celeiro, limpou-se da melhor forma possível e, depois de o pagar, seguiu na direção que ele mandou, dispensando-o. “Não preciso que espere para eu conferir. Vai servir se seguiu o que eu pedi.” 

A amedrontada jovem tentava se soltar do galho que estava amarrada e aquilo cortou o coração de Sebastian, mas manteve-se onde estava até que ela olhasse para ele. “Sou Sebastian Blackwood, seu novo senhor.” Falou com a voz cansada. Já tivera aquele discurso outras vezes e não fora fácil em nenhuma delas. “Antes que pense mal de mim, quero que saiba que te comprar foi o melhor destino que poderia ter. Estão matando aqueles que resistem e queimando suas casas.” 

Engoliu em seco quando disse aquilo. Sabia que estava seguro pelo fato de ser rico e sua esposa ser prima do xerife, mas isso não lhe deixava feliz, afinal era médico. Sua missão era salvar vidas e não aprisiona-las. “Não a manterei prisioneira aqui. Terá deveres domésticos, mas terá um quarto para dormir, comida, roupas modestas e uma pequena gratificação. É o que posso oferecer e te digo que é o melhor que terá no momento.” 

Ele tinha “salvo” outros na mesma situação. Sua cozinheira, camareira, o tratador dos animais e os dois filhos dele. Havia também um casal de enfermeiros, fugidos de outra cidade atacada que o ajudavam no celeiro. Calou-se e esperou o que ela tinha a dizer. Se aceitaria.

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Seus olhos percorriam por todo o lugar, desde a sua volta até o homem à sua frente, analisava o amplo espaço em que se encontravam e as vestes caras do homem e bom Deus, ela jurava que havia um pouco de sangue ali. Engoliu em seco ao imaginar o que ele fazia com as pessoas que compravam, isso só lhe deu mais vontade de fugir dele, até que nunca mais fosse preciso lhe encarar. Precisava saber como sua família estava, se estavam vivos, bem, continuavam em casa, tinham conseguido fugir ou, assim como ela, foram vendidos e estavam numa terra estranha. 

O medo que sentia era muito maior do que qualquer indignação que pudesse vir a sentir diante daquelas tolas palavras; ser vendida como uma escrava era o melhor destino que ela poderia ter? Aquele não era o momento de processar tal insanidade, pois seu coração se apertou diante a possibilidade de terem queimado sua casa com sua família dentro. Seus pais nunca teriam conseguido lutar com a idade avançada que tinham, nem o seu irmãozinho conseguiria fazer alguma coisa. Selena não aguentaria viver imaginando todas as atrocidades que podem ter sofrido após ter sido levada.

Antes, ela apenas olhava o homem de uma forma geral, a espera de algum movimento brusco que pudesse machucá-la, tentando analisá-lo, esperando alguma brecha aparecer para que assim pudesse correr o mais rápido que suas pernas lhe permitissem, mas a medida que sua fala prosseguia Sel passou a realmente olhá-lo quase como se ele fosse uma ponte para lhe ajudar a atravessar aquele oceano violento que tinha se tornado a sua vida. Não queria criar esperanças, embora ele aparentasse ser gentil e sua fala fosse calma. Aos poucos sua mente foi registrando a oferta recebida, queria imediatamente dizer sim, mas algo naquele “afazeres domésticos” lhe deixou receosa.

Ela podia ver muito bem que o homem era bonito mesmo com a aparência cansada e a roupa amarrotada, e se ele desejasse alguém apenas para esquentar sua cama a noite? Saciar suas vontades de homem, fazer o que ele quisesse, quando quisesse e da forma que quisesse. Seu novo senhor. Seu novo senhor. Seu novo senhor. Essas três palavras continuavam ecoando em sua mente, atrapalhando seus pensamentos. Abriu a boca para responder mas nenhuma voz saiu. Limitou-se a balançar a cabeça em concordância. Sim. Ela iria fazer o que ele pedisse, pois isso iria significar sua sobrevivência. Como ela iria atrás da sua família morta?

Reuniu a pouca coragem que tinha e perguntou a única coisa que precisava saber naquele momento. - O que, exatamente, o senhor quer que eu faça em sua casa? - Por favor! Que ele tenha uma esposa e que a tenha achado magra o bastante para não pensar em bobagens. A casa ao fundo era grande e ela torcia para que houvesse um monte de trabalho para ser feito, assim estaria sempre ocupada com algum afazer o que lhe manteria longe do homem.

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Baby, let the games begin || Gui & Ella

dearshipp‌:

A mulher demorou tanto para acordar que Guilhermo estava começando a achar que seu sangue não era bom para tornar humanos em vampiros. Claro que Vito o xingou por pensar algo assim, já que o mais novo era um poderoso vampiro apenas por ser cria do mais velho. Mandou-o esperar e também tomar um banho e trocar de roupas antes que a moça acordasse e se assustasse com aquela aparência suja de sangue - dela - de dois dias atrás. 

Guilhermo cedeu mas apenas o suficiente para se parecer apresentável e poder voltar a vigiar o túmulo da mulher. Sentia-se inquieto, pensando se ela voltaria ou não. Também pensou por muitas vezes o que seria deles depois que ela renascesse. Ela seria sua responsabilidade. Será que ele estava preparado para aquilo?

Estava perdido em pensamentos quando sentiu que ela havia acordado. Não sabia explicar como, mas sabia que ela estava viva debaixo da terra. Deu um passo para frente para ajuda-la a sair dali, mas Vito - de dentro de algum cômodo da enorme e suntuosa casa - o mandou esperar. Ela teria que imergir sozinha. 

Foram longos minutos até que ela saísse e notasse que ele estava ali. Ao menos pareceu para ele. Manteve suas mãos nos bolsos da calça para esconder seu nervosismo e a encarou escondendo todo seu medo e ansiedade. “Guilhermo. Guilhermo Bartowski.” Falou calmo, não querendo assustar ela mais ainda. “Qual o seu nome?” Tirou uma mão do bolso calmamente - mostrando que não representava ameaça e indicou a casa atrás de si. “Vamos entrar para você se limpar. Há uma banheira com água quente te esperando.” 

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Olhou-o atentamente e ela podia jurar que conseguia ver cada linha de expressão, cada pequeno ponto que nascia para formar sua barba e isso era uma completa loucura, a lua estava alta no céu e ninguém podia enxergar tão bem assim mesmo à luz do Sol. Ele era lindo de uma forma que Antonella nunca tinha visto, e ela infelizmente havia visto muitos homens em sua vida. O homem era alto, esguio e tinha um par de olhos que a deixava atordoada; eram de um negro profundo e Ella queria se jogar naquele abismo sem se importar com as consequências.

- Guilhermo. - Ela não tinha aquela voz rouca ou sedutora, muito menos aquele sotaque que mostrava que ele não era da Itália, mas havia gostado de dizer o seu nome, como se o testasse. A mulher sabia que não o conhecia, mas sentia que deveria saber quem ele era, como se já tivessem se encontrado em algum momento; porque seria impossível conhecer Guilhermo Bartowski e simplesmente esquecê-lo. - Antonella Scuderi, mas pode me chamar de Ella.

Ofereceu um fraco sorriso e então olhou para si, um pouco confusa com a escolha daquelas palavras e se assustou com o que viu. Sua roupa e sua pele estavam manchadas de terra e sangue, passou a mão pelos cabelos e descobriu que algumas mechas haviam escapado do penteado que costumava fazer. Levantou os olhos para o homem, pronta para perguntar que sonho estranho era aquele, e então ela se lembrou.

A perseguição que a levou até o beco, os capangas de Vitiello, as ameaças e então a agressão física. Lembrava-se de achar que ia morrer, de pensar em sua mãe e então alguém apareceu. Guilhermo! Era ele! Ela sabia que era ele, embora estivesse escuro e ela não tenha conseguido ver quem a ajudava… Era a voz dele que tinha falado com ela, tentado acalmá-la. Céus! Ela devia sua vida a ele! Abriu a boca para agradecer, para falar qualquer coisa, mas antes de fazer isso, a loira se lembrou que estava debaixo da terra a minutos atrás.

Que coisa mais bizarra para se fazer com quem acaba de salvar. Ele por acaso tinha se arrependido e resolveu a enterrar viva? Não, não, não. Balançou a cabeça enquanto discutia com seus pensamentos. Ele jamais a machucaria. Essa certeza a atingiu em cheio enquanto o olhava; não importava como ela tinha tanta certeza disso. Não naquele momento. Essas preocupações ficariam para outra, tudo o que ela desejava naquele momento era de um longo banho. -Isso seria maravilhoso, senhor Bartowski.

Seguiu-o para onde ele apontava e vacilou um passo, mas logo voltou a caminhar para acompanhar o ritmo de Guilhermo. O casarão era de tirar o fôlego, perguntou-se quem teria uma condição tão afortunada para morar ali. Ninguém que ela conhecia, obviamente. - Nós ainda estamos em Génova? - Perguntou quando o viu abrir uma porta para revelar uma enorme banheira. O lugar era realmente enorme para ter um cômodo apenas para banho. Ela já seria feliz se no seu quarto houvesse um biombo para separar a cama da  banheira.

- Eu… Não tenho nenhuma outra roupa para colocar além desta. - Puxou o seu vestido e suspirou. Ela o adorava, ele era verde com alguns detalhes em dourado, um tanto quanto simples se comparado ao que as outras mulheres gostavam de usar. Agora ele estava cortado em vários lugares e completamente manchado. 


Nobody but you | Sumstrom

dearshipp‌:

O coração de Hanna poderia sair pela boca se não fosse por seus lábios espremidos um contra o outro, apreensiva com tudo que ele dizia. Will se foi para passar um tempo longe da família e especialmente de Hanna, mas tinha dado errado seu plano, já que ela tinha ido para o castelo também. Outro fato que não lhe passou despercebido era que ele havia mencionado que seu coração batia por outra pessoa que não fosse Léonie. Hanna tentava acalmar seu coração e não imaginar coisas, mas estava ficando cada vez mais difícil não desejar que aquela pessoa que mandava no coração do homem fosse ela mesma. 

“Quem é esta pessoa que domina tanto sua mente e seu coração?” Perguntou baixinho enquanto o olhava com cautela. Estava inundada até o pescoço de esperanças que fosse ela, mesmo que fosse algo que ia contra o que achava de Will e de toda a situação deles. Por muito tempo teve certeza que ele só a via como irmã e por que agora queria acreditar o contrário? Algo parecia a encorajar para criar esperanças.

“Quem é essa pessoa que o fez afastar de todos e ir tentar ter uma vida que você não queria? Diga, Will. Fale em voz alta.” Um sentimento de desespero a tomou e sabia que se não fosse seu nome que saísse dos lábios dele, iria se deixar afogar. Seria humilhante, mas queria saber. 

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William parou pelo o que deveria ser cinco minutos ou mais apenas para encarar aqueles olhos azuis, o homem precisou de todo o seu controle para se segurar e não revirar os olhos enquanto perguntava “Sério?”. Ele não sabia se batia a própria cabeça na parede por ser tão idiota por ter se apaixonado pela sua irmã postiça e estar ali feito uma mulherzinha pronto para dar um chilique ou se ele batia na cabeça dela por ser tão ingênua. Eles quase se agarraram na cama dela há alguns anos, ele morria de ciúme de qualquer namorado que ela arrumava, vivia com olhos nela e isso não fora o bastante. O que ele deveria ter feito para que Hanna notasse? Sair gritando pelos quatro ventos? Ou como diria o Timão “se fantasiar e dançar a ula”. Isso sim chamaria a atenção de qualquer pessoa.

Isso com certeza devia ser culpa de todo o álcool que ingerira mais cedo, ele estava sentimental, confuso e se continuasse daquele jeito, talvez até chorasse. O que seria o fim de sua reputação e masculinidade. E iria acabar com qualquer chance, por mais remota que fosse, de Hanna o olhar com algum tipo de interesse físico ou romântico. - Você realmente não sabe? - Podia até ser estúpido fazer aquela pergunta, mas o homem realmente precisava saber se ela não estava querendo tirar uma com a cara dele ou se apenas desejava ouvir a verdade de uma vez por todas.

- Nunca desconfiou? - Will tinha algumas suspeitas de que sua madastra soubesse. As vezes a mulher lhe dirigia uns olhares que o fazia se sentir extremamente desconfortável e, ele precisava admitir, culpado. Não que ele pudesse ser considerado culpado por ter sentimentos por Hanna. Eles não tinham nenhum laço sanguíneo. Mas ele sabia como aquilo iria parecer para os demais. - Talvez você não tenha olhado com atenção. - Ou então ela fingia não ver para não estragar a amizade que havia entre os dois.

Esse mero pensamento parou o seu coração por algumas batidas; seus olhos desfocaram enquanto encarava o nada e fez uma careta involuntariamente. Balançou a cabeça para afastar esses pensamentos. Se ela realmente soubesse e preferia fingir que não sabia, ela não o pressionaria para dizer o nome, certo? A mulher não iria parecer tão sincera em sua curiosidade. - Só… Prometa que não ficará com raiva, nem decepcionada, nem que irá se afastar, ok? - Sentou-se na cama e respirou fundo, decidindo se contava até três, cinco ou mil antes de soltar aquela bomba.

Fechou os olhos. Não queria - na verdade ele não tinha coragem - ver o quão mal ela reagiria com a notícia; não desejava ver repulsa nem traição naqueles olhos. - É você. Tem sido você todo esse tempo. Eu queria controlar isso, dar um jeito em minha vida, por isso quis me afastar por um tempo, quem sabe se eu ficasse longe o bastante, eu iria ver que estava apenas confundindo as coisas. E não te colocar nessa situação. Mas então você apareceu lá, Hanna! No maldito palácio! E eu não podia ficar me esquivando, afinal de contas, todos nos viam como irmãos! Como um irmão pode fugir da irmã?

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I’d go back in time and change it, but I can’t || Romelia

@dearshipp

Não podia acreditar que estava fazendo isso com a sua vida; ou melhor dizendo, não conseguia acreditar que isso fora acontecer logo com ele. De todos os casais, de todos os homens que não amam as suas mulheres… Era logo Robert que precisava encarar um divórcio e isso era fodidamente injusto! Ele amava a sua mulher com tudo o que tinha. Abriria mão de sua carreira e de sua fama sem pensar duas vezes se isso significasse que Amelia voltaria.

Então porque precisava passar por isso? Não queria perdê-la. Não queria se divorciar. Estavam juntos a tanto tempo que nem fazia a mínima ideia de como iria começar a viver sem tê-la consigo. Vinte anos juntos não podiam acabar assim, de uma forma tão cruel, impulsionado por malditos tabloides e por uma linguaruda que apenas queria mais ibope para si.

Agarrou os cabelos que começavam a crescer e fechou os olhos ao sentir o metal frio da aliança.

É claro que Amelia não lhe dera ouvidos. Por mais que tenha tentado conversar com a mulher, explicar o que realmente tenha acontecido e mostrar todos o fatos não foi o suficiente. Ah, não. Amélia Darcy era racional demais para se deixar levar pelas emoções. A mulher sempre fora prática, mesmo quando eram jovens e recém formados com nada além de sonhos.

Por isso estavam ali, os dois, com seus respectivos advogados e com tantas palavras não ditas entre eles. Se ele ao menos pudesse voltar no tempo faria tudo diferente.

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it’s over now || selastian

@dearshipp

É isso. Era o fim da vida que Selena estava acostumada e conhecia. A mulher soube disso no momento em que ouvira os cochichos sobre as invasões que estavam acontecendo nas localidades próximas e o seu temor aumentou assim que escutou os gritos de seus vizinhos. Estavam invadindo as pequenas casas da aldeia, matando homens e jovens que tentassem lutar para salvar o pouco que tinham e a família que amavam; mas alguns eram levados. Principalmente as mulheres e crianças.

Com pressa, Selena tentou empurrar os móveis para a porta da casa que dividia com seus pais e seu irmão caçula; não que tenha adiantado muita coisa, pois aqueles brutamontes conseguiram derrubar a porta e empurram de qualquer jeito as cadeiras e a mesa empilhadas. Sua mãe teve dificuldades de conceber, assim, quando Sel nasceu, o casal já tinha uma certa idade e o nascimento de Dorian, o caçula, há doze anos foi quase um milagre.

Sabia que era uma grande estupidez, mas a jovem tentou proteger sua família usando o próprio corpo e logo foi arrastada para longe dali, mesmo que gritasse com toda a força que tinha e se debatesse como um peixe fora d’água. - Deixe- me ir! Mãe! Pai! Dorian! - Respirou fundo para voltar a gritar, mas antes que pudesse fazer isso, uma enorme mão voou em sua direção e então a escuridão a reivindicou.

Acordou com alguém a cutucando e gritando, sentia-se zonza e sem ter a mínima ideia de onde estava, seguiu as pessoas em modo automático, não enxergava nada à sua frente e sabia que tentar olhar o redor seria desnecessário. O único lugar que ela conhecia era onde morava, sabia que deveria estar bem longe de lá. Ninguém viria ajudá-la ou socorrê-la. Queria dizer que aquilo tudo era um grande erro, o lugar dela não era ali. Será que algum deles havia visto a sua família? Antes que pudesse abrir a boca para perguntar qualquer coisa, pararam e formaram uma fila.

Eles eram avaliados por outras pessoas que debatiam números - valores, Selena percebeu quando começaram a levar alguns de seus companheiros de viagem. O horror a invadiu quando se deu conta do que acontecia. Estavam sendo comercializados como escravos. Antes que pudesse dar um passo para tentar fugir, ela foi a próxima a ser vendida e logo se viu sendo puxada e arrastada pelas ruas. - Não, por favor! Por favor! - Tentou lutar contra os grilhões que a prendiam até chegar em uma casa imponente.

- Agora cale essa maldita boca até que peçam que você fale, caso contrário cortarão a sua língua. - O homem que a puxara todo o caminho falou com uma cara de poucos amigos e a amarrou numa árvore próxima. - Irei chamar os patrões para que avaliem e deem o último veredito. Torça para eles gostarem, ou então o seu final não será bonito. - Esperou ele se afastar até perdê-lo de vista e então começou a puxar o galho onde estava amarrada, se tivesse um pinguinho de sorte ele iria se quebrar e ela poderia correr. Mas ela deveria saber que sorte era algo que não possuía mais. Escutou um pigarro próximo e pulou assustada; engoliu as lágrimas que queriam escapar e apenas olhou para o homem parado à sua frente.

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Nobody but you | Sumstrom

bestofthebests2:

dearshipp:

Quando Will jogou o braço para tampar os olhos Hanna pensou se ele estaria envergonhado sobre o que diria a seguir porque para ela aquilo indicava um gesto de embaraço. O que estava acontecendo afinal com Will? Manteve-se calada para não interrompe-lo e assim não descobrir o que parecia o incomodar tanto. Se permitiu apenas dar uma risadinha quando ele havia dito que tinha bebido. Era notável o cheiro de álcool que emanava dele e aparentemente não tinha sido pouco. 

“Você tem todo o direito de mudar o que sente ou acha, Will. As pessoas questionam porque querem entender o que se passa em sua mente, mas só cabe a você decidir se quer responder ela ou não.” Claro que não era tão simples assim, ainda mais quando as pessoas que te perguntavam eram aquelas que você amava, mas ela queria transmitir que o apoiava. “Seus sentimentos por Léonie mudaram e por isso não parece estar triste por ter sido eliminado?” Perguntou com cautela, não querendo parecer feliz demais com a perspectiva. “ Pois saiba que se foi isso, vou te apoiar.” Entrelaçou seus dedos com os dele. 

Não poderia de forma alguma dizer como se sentia naquele momento, como havia pensado dizer. Will precisava naquele instante da Hanna sua irmã e não qualquer outra versão dela. “Papai não vai ficar bravo com você. Minha mãe… Bem, você nunca ligou para o que ela pensa.” Deu de ombros.

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Só cabia a ele decidir se iria responde-la ou não. Essa frase pairou em sua mente por alguns momentos, ponderando o quanto ele queria responder com palavras sinceras e parar de se esconder atrás de qualquer desculpa ou empecilho que fosse. Ele sabia o quanto queria contar tudo para a Hanna, mas, mais uma vez, ela se escondia atrás de seu medo e continuava jogando aquela situação com a barriga, como se algum milagre fosse acontecer e resolver tudo magicamente. 

Uma risada acabou escapando de seus lábios ao escutar a pergunta sobre Léonie. Hanna realmente o conhecia tão pouco assim para achar que algum dia ele teve algum tipo de interesse sincero na Princesa? Como ela poderia ser tão cega a ponto de não reparar o modo como ele a olhava? Como se ela fosse tudo o que precisava, tudo o que lhe faltava, o motivo de seus anseios? - Não, minha ameixa. Os meus sentimentos permanecem os mesmos e esse é o problema.

Sentiu os dedos dela entre os seus e os apertou, gostando de sentir aquele calor e maciez. Sabia que o seu pai não ficaria bravo, o coitado nunca foi capaz de se alterar com Will, principalmente após a morte de Léa e a culpa que sentia por ter deixado o filho de lado durante anos. - Se você ao menos soubesse, ou desconfiasse, nunca diria que me apoia. - Trouxe a mão da ruiva para mais perto e beijou os nós de seus dedos, um por um.

- Sei que você e Léonie se tornaram próximas e isso me atormentava todos os dias, mas eu nunca gostei dela. - Sim, ela era uma mulher perspicaz e deslumbrante, com curvas generosas que deixaria qualquer homem desejoso. Mas o coração de William já tinha uma dona, assim como os seus pensamentos desde o deitar ao levantar. - Não me inscrevi porque nutria sentimentos por ela ou porque queria a coroa, fiz isso porque eu precisava de um tempo para mim. Longe de casa, do meu pai, da sua mãe. - Abaixou os olhos com vergonha e disse num sussurro que mal chegou aos seus ouvidos. - E de você.

Prendeu a respiração por alguns segundos enquanto permitia que a ruiva processasse a informação. - Mas então você começou a trabalhar no Palácio e continuamos a nos encontrar com frequência. E nada do que eu fazia parecia surtir algum efeito. Deus sabe que eu tentei, Hanna, todos os dias eu tentei; mas cada vez que olhava para Léo, era outra que eu via. Era outra que eu queria do meu lado. O meu coração não estava na competição.

E a princesa percebeu isso com o passar das semanas, ela não era boba e Will não conseguiu esconder muito que não tinha interesses sinceros de permanecer no palácio ao seu lado. Por isso ele fora eliminado, mas não havia mágoa entre os dois por conta disso e ele sempre seria grato pela paciência e consideração de Léonie. 

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Baby, let the games begin || Gui & Ella

bestofthebests2:

dearshipp:

Ouvir a voz da jovem em seus braços lhe trouxe um pouco de esperança de que pudesse realmente salva-la, mesmo que ela falasse fracamente e seu corpo estava todo quebrado e sangrando. Guilhermo nunca precisou se controlar tanto ao sentir cheiro de sangue e o dela estava espalho para todos os lados. Uma tentação grande, mas não tão maior que o desejo de ajudá-la. Mas será que ela estava certa e já era tarde demais? “Não se preocupe comigo porque estou bem.” Falou baixo para ela e percebeu a generosidade do coração daquela senhorita - a beira da morte - se preocupando com ele. Como poderia deixar que alguém assim poderia morrer? Como Deus poderia? Era por isso que havia deixado sua crença de lado.

Quando ela fechou os olhos, Guilhermo entrou em pânico. Se não a ajudasse rápido, ela iria realmente morrer. Preparou seus movimentos para se levantar quando sentiu seu mestre parado na entrada do beco escuro. Ele não se aproximou e manteve-se nas sombras. “Não há tempo de leva-la a um médico. Ela está praticamente morta.” A voz do mestre Vito era profunda e sábia. “Salve-a então. O senhor sabe como fazer.” O desespero era audível na voz de Guilhermo, assim como em sua face. Seguia ainda no chão com a garota nos braços. “Ela não é minha responsabilidade. Você quem quer fazer isto, então faça.” Na voz do homem não era possível notar nenhum tipo de sentimentos ou emoções, mas Guilhermo estava acostumado com o humor enigmático de seu mestre. Só não tinha tempo para aquilo agora. O coração da moça batia cada vez mais devagar.

“O que devo fazer?” Tirou seus olhos da vítima e olhou na direção de seu mestre. Conseguia o ver perfeitamente apesar da escuridão, graças aos seus poderes. Só assim o mestre caminhou até eles enquanto dizia: “Morda seu próprio pulso e coloque na boca dela. A faça beber o máximo que conseguir. Force-a pois não sei se ela está em condições de fazê-lo sozinha.” 

Guilhermo já estava se mordendo no pulso antes mesmo que seu mestre terminasse de falar, mas fazer a mulher beber não fora tão fácil. Sentia ela cada vez mais morta que viva e parecia que seu sangue de nada fazia os batimentos dela pararem aos poucos… até que a última batida sessou. 

O vampiro mais novo olhou desesperado para o mais velho e este começou a sair do beco. “Traga-a. Enterre-a nos fundos do nosso quintal. Se o destino dela for ser uma vampira, ela renascerá.” Guilhermo levantou-se com a mulher nos braços e obedeceu. Lembrava-se de acordar assustado em meio a uma escuridão de terra e precisar cavar para alcançar a superfície. Não havia nada que pudesse fazer agora a não ser enterrar a loira em um local seguro e sentar-se ao lado de seu tumulo para esperar o tempo que fosse preciso.

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Seu corpo começou a dar sinais de vida com pequenos espasmos musculares nos dedos das mãos e dos pés, movimentos tão pequenos e limitados que mais pareciam uma ilusão do que verdadeiros. Mas então eles começaram a se tornar mais frequentes e o que antes estava limitado a ponta dos dedos, começou a ir para todos os seus membros. Começou a fechar e abrir a mão, girou vez ou outra os tornozelos e então sentiu-se limitada. Presa. Não conseguia se mover com a fluidez que esperava, que estava acostumada e sentia frio.

Mas também se sentia suja e não conseguia respirar, tentou abrir os olhos mas estava completamente escuro, deu de cara com o bréu e sentiu-se desesperar. Era isso. O seu salvador a havia deixado e os capangas de Vitiello haviam voltado para terminar o serviço, para que o sofrimento da mulher durasse mais, eles devem ter feito alguma coisa com ela. A prendido em algum lugar ou lhe dado alguma substância para deixar seus sentidos malucos.

Começou a se mover freneticamente, esqueceu-se dos machucados sofridos anteriormente e um único pensamento cruzou sua mente: precisava se salvar. Abriu a boca para gritar mas sentiu a terra seus lábios e o pânico aumentou. Fora enterrada viva! Impulsionou o corpo para cima, sem conseguir pensar em mais nada além de que iria conseguir se salvar, não importa o que aquilo lhe custasse.

Depois do que pareceu uma eternidade, mas que deve ter sido poucos instantes, sentiu uma pequena brisa em sua mão e isso renovou sua coragem. Puxou o corpo para cima cada vez até conseguir colocar a cabeça para fora, e então trouxe o restante do corpo. Deixou o corpo estirado na terra, sem se importar com toda a sujeira mesclada ao sangue que lhe cobria desde a cabeça até a ponta dos pés. A lua cheia brilhava alto no céu e se perguntou por quanto tempo tinha estado ali, supôs que não fosse muito visto que ainda estava viva.

- Estou viva. Estou viva. Estou viva. - Murmurava repetidamente enquanto vazia uma avaliação mental de seu estado físico e se surpreendeu ao notar que nada em seu corpo doía. - Deve ser a adrenalina. É isso. - Respirou profundamente e sentiu um cheiro estranho, como se alguém estivesse ali com ela e levantou num pulo. Pânico inundou o seu ser ao ver que havia um homem ali parado, a poucos metros de distância. - Quem… Quem é você? - Começou a se afastar sutilmente, esperando que conseguisse correr mais do que ele quando chegasse a hora.

Mas ao mesmo tempo em que Antonella queria correr para longe dali, daquele homem, fingir que as últimas vinte e quatro horas nunca aconteceram, e, claro, tomar um longo banho; ela também queria ficar ali com ele. Quase como se houvesse algum elo entre eles, uma atração invisível em que só era possível senti-la. E Ella sentia em cada centímetro de seu corpo. - Quem é você? - Repetiu a pergunta após se sentir mais confiante, principalmente porque ele permanecia parado e não parecia ter o intuito de se aproximar e machucar a mulher.

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POV || Ameixa

bestofthebests2:

William sabia que aquele fatídico dia chegaria desde o dia de seu nascimento e não porque esse era o ciclo da vida: nascer, crescer e morrer; mas sim porque o seu avô estava doente há quase vinte anos e por isso seus pais, Gérard e Léa, resolveram homenagear o patriarca da família ao escolher o nome do próprio filho. William, que seria apenas isso, William, agora seria Vincent também.

Então supõe-se que por saber que esse dia chegaria, o dia da morte de Vincent Sumner, todos estariam preparados e lidaram bem com essa situação. Mas é claro que não foi assim. Vincent fora muito mais que um avô para Will. O homem fora também o seu segundo pai após a morte de Léa. Esteve sempre por perto, cuidando e o ajudando com tudo o que era necessário.

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POV|| I want you more than you’ll ever know

bestofthebests2:

@dearshipp

Bastava fechar os olhos para se lembrar da maciez da pele de Hanna sob seus lábios e se estivesse sozinho e respirasse bem fundo, ainda podia sentir o cheiro de ameixa impregnando o seu corpo e o gosto da fruta em sua língua. Há três anos ele tinha quase sempre o mesmo sonho, há três anos ele vinha nutrindo sentimentos por uma mulher que jamais pensou ser possível e nessa noite ele resolveu que iria mudar isso de uma vez por todas. Hoje seria o grande dia. Iria chamar Hanna para conversar e iria abrir o seu coração.

Sabia no que tudo isso implicava. Foram criados como irmãos por mais de dez anos e essa não era uma atitude esperada da parte dele; mas ninguém poderia mandar no coração e decidir o que iria sentir e por quem. Estava nervoso como nunca antes ficara só de pensar na conversa que teriam. Sim, tinha medo dela o afastar, não queria causar medo ou repulsa na loira; mas sabia que se fosse sincero, ela iria entender e não seria rude com ele.

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